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A difícil arte de economizar

09/11/2017

Tema permanente em condomínios é o seu custo ou, mais particularmente, a quota que cabe a cada condômino. Debate-se muito em assembleias sobre assuntos variados. Quando se chega à espinhosa questão do gasto, o calor sobe e, às vezes, a polidez desce. O síndico fica no meio do tiroteio. É exigido que ele faça bastante, porém com o mínimo de dispêndio ou nenhum...

A discussão em torno do que poupar se iguala em todas as comunidades. Água, luz pessoal, obras, tudo gira sempre sobre os mesmos temas. A questão também é outra: para que se fazem as despesas? Para o conforto de cada um, é evidente. As necessidades e os gastos não são iguais, o que tem de ser equilibrado. Quem escolhe viver compartilhando tem de saber transigir e conciliar. Mais do que uma opção, é um mandamento. Não adianta não usufruir de determinado equipamento (piscina, por exemplo) e reclamar da verba de manutenção. Ao escolher aquele condomínio, já sabia que ela existia. Não fica razoável, posteriormente, propor seu fechamento.

Economizar pode significar não gastar, poupar, evitar desperdícios e, até, se privar. Pode ser uma escolha ou uma necessidade. Nunca, no entanto, atribuir a outrem a própria responsabilidade ou tentar impor pontos de vista quando em minoria. Nesse caso é perfeitamente legítimo explicar convicções, curvando-se ao julgamento dos vizinhos, dentro do quórum que a lei ou a convenção estabelece. Levar para uma assembleia o tema bem estudado ajuda a apresenta-lo com clareza e elegância pelo menos favorecerá o respeito da audiência.

Para o síndico, esse personagem sem superpoderes, harmonizar diferenças faz parte da função. Administrar recursos limitados com preços em ascensão se salienta na dura tarefa de levar adiante um orçamento quase sempre apertado, não deixando de atender todas as carências dos representados. Os dilemas se sucedem, já que nem tudo pode ser realizado simultaneamente. O drama do regente vai se dividir com um conselho afinado ou uma reunião de dentes rangendo.

Quando o dinheiro é curto, a decepção é longa. Gestão condominial sugere a exortação ao olhar benevolente, a compreensão esperta e a participação madura. O ambiente em que se está à procura do bem-estar e da felicidade assim o demanda. Que se dê o peso devido a cada valor de consumo. A economia deve ser uma base, mas não a finalidade. O objetivo maior é a segurança, a comodidade e a alegria de morar.

Fonte: Texto de Moacyr Schukster, para a Revista Espaço Imóvel.